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апрель 18, 2026

‘A luta é uma teimosia para ser feliz’ diz Ripper, fotógrafo que documentou Massacre do Carajás

No marco dos 30 anos do Massacre do Eldorado de Carajás, João Roberto Ripper, fotodocumentarista que documentou as mobilizações e os processos dos dias posteriores ao assassinato de 21 trabalhadores rurais, participou do programa Conversa Bem Viver e contou sobre o que viu naqueles dias.

‘A luta é uma teimosia para ser feliz’ diz Ripper, fotógrafo que documentou Massacre do Carajás

TL;DR

  • João Roberto Ripper, fotodocumentarista, relembra o Massacre do Eldorado de Carajás, ocorrido 30 anos.
  • Ripper descreve a forte energia de resistência e luta entre os familiares das vítimas, simbolizada pelas bandeiras do MST.
  • Ele critica a primeira autópsia dos corpos, considerada malfeita e conivente, e celebra a nova autópsia que revelou mais detalhes sobre a brutalidade.
  • O fotógrafo ressalta o papel fundamental da imprensa na cobertura de crimes contra direitos humanos, defendendo a insistência e a sensibilidade dos repórteres.
  • As imagens de Ripper sobre o massacre integram o acervo do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde da Fiocruz.
  • Ripper lamenta a pouca condenação dos responsáveis pelo massacre e a repetição de violências estatais contra trabalhadores.
  • Ele descreve a cena dos corpos em caminhões após a autópsia e o velório coletivo, marcado pela dor e pela resistência.
  • O fotógrafo defende que o jornalismo não deve ser imparcial em casos de violência e opressão, devendo estar ao lado do oprimido.
  • Ripper encoraja novas gerações de fotógrafos a documentar e denunciar injustiças, mantendo viva a memória e a luta por direitos humanitários.