politics
апрель 18, 2026
Pela 1ª vez em 40 anos, RS tem duas vagas ao Senado e nenhum candidato à reeleição
Foi em 1986, com o país vivendo o processo de redemocratização, a última vez em que uma eleição com duas vagas ao Senado no Rio Grande do Sul não teve nenhum candidato à reeleição. Naquele ano, o PMDB conseguiu as duas vagas, com José Fogaça e José Paulo Bisol. Os detentores das vagas eram Pedro Simon (PMDB), que concorreu ao Governo do Estado, e foi vitorioso, e Octávio Cardoso (PDS), senador “biônico”, nomeado pela ditadura militar, que não tentou se eleger democraticamente. A situação irá se repetir em 2026. Paulo Paim (PT) e Luis Carlos Heinze (PP) não tentarão a reeleição. Com isso, a eleição para o Senado, que já costuma ter resultados surpreendentes, se torna ainda mais imprevisível.

TL;DR
- A eleição de 2026 para o Senado no Rio Grande do Sul será a primeira em 40 anos com duas vagas e nenhum candidato à reeleição, aumentando a imprevisibilidade.
- Paulo Paim (PT) e Luis Carlos Heinze (PP) não concorrerão à reeleição, abrindo espaço para novos nomes e estratégias.
- As candidaturas se dividem entre o campo lulista (Manuela D’Ávila/Paulo Pimenta), o bolsonarista (Marcel Van Hattem/Sanderson) e o centro-direita (Germano Rigotto/Frederico Antunes).
- Cientistas políticos apontam que a decisão tardia do eleitorado e a polarização presidencial dificultam a previsão dos resultados.
- A busca pelo "segundo voto" é vista como estratégia crucial para as candidaturas de centro e de partidos que não se encaixam nos polos majoritários.